O falador aguça o grande olho da inveja. Sem trava na língua e muito orgulho na alma, vangloria-se de tudo. Seu companheiro é o melhor do mundo. Sua casa, a mais confortável. A família nunca tem problema. No trabalho, sempre está fazendo o certo e os outros não são tão perfeitos quanto. O pessimista também mexe com ego e astral a seu redor. Os resmungos replicam-se a ponto de aumentar o peso da própria cruz. Ciúmes existem mesmo.
A boca aberta provoca mal-estar, semelhante ao de quem não consegue cumprir a dieta alimentar. Sem ouvidos para perceber o outro, as palavras se revertem em mágoas e dores. As energias desses sentimentos envolvem seres e ações. Cercado pela névoa, a pessoa deixa de enxergar a direção.
(17 de junho de 2008)

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