Não se pode vender aquilo que não se tem.  O sistema financeiro foi estruturado em princípios de orgulho e até de ganância. Episódios semelhantes ao que estamos vivenciando são justamente para tentar acertar os sentimentos e as atitudes relacionadas. Numa explicação simplista, a produtividade do planeta não condiz com o valor total que se diz ter. Títulos e dinheiros em circulação têm volume maior do que a riqueza real. Isto porque muitos afirmam ter mais do que na realidade possuem.

 

O dinheiro foi colocado no planeta justamente para ajudar as pessoas em seus compromissos com o Pai Todo Poderoso. É uma boa ferramenta para combater o orgulho e a ganância, que é uma exacerbação do orgulho.

 

Uma coisa boa que aconteceu na semana passada foi o encontro de pessoas para que uma pudesse acudir a outra. A convivência é importante e também faz com que um tenha a oportunidade de dizer que não tem mesmo o que disse ter e o outro possa emprestar-lhe. Mas, esta situação não resolve o problema estrutural do sistema financeiro. É uma maneira de manter o esquema que leva pessoas a desenvolver ainda mais sua ganância ao invés de promover a sua humilde generosidade, por exemplo.

 

A manutenção da situação implica em que todos paguem a conta. Os grandes investidores deixam de ter lucros gigantescos. Com o crédito restrito, as pessoas já não podem mais comprar o que gostariam.

 

Na história do planeta Terra, por mais de uma dúzia de vezes já se passou por situações semelhantes. Os Estados Unidos na década de 1930, a Inglaterra, a Espanha a Índia e outros. Enfim, impérios econômicos que se quebraram desde a Antigüidade.

 

O trecho da Bíblia Sagrada para reflexão está em Lucas 18, 24:

O perigo das riquezas – Vendo-o assim, Jesus disse: “Como é difícil aos que têm riquezas entrar no Reino de Deus! Com efeito, é mais fácil o camelo entrar pelo buraco de uma agulha do que o rico entrar no Reino de Deus!”

Os ouvintes disseram: “Mas então, quem poderá salvar-se?”

Jesus respondeu: “As coisas impossíveis aos homens são possíveis a Deus”.

 

(16 de outubro de 2008)