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Os conflitos na região por onde Jesus Cristo passou sempre afligiram a humanidade, mesmo antes da vinda do Salvador. Sem exagero, mais de mil vezes cidades foram destruídas e reconstruídas, sem apresentarem mudanças substantivas para as pessoas que habitam a região no que se refere aos passos da evolução espiritual. Territórios inteiros tiveram suas populações mortas ou desagregadas. Lutas e intrigas permanecem constantes.

 

            As pessoas que ainda preferem morar lá precisam de muitas preces. Orações para ajudá-las a entender qual é a direção certa a seguir para cumprirem seus compromissos assumidos com o Pai Todo Poderoso. O desapego a tudo que é material é a melhor saída para seguirem seus caminhos. Separar-se da terra, de posses e até de parentes são alternativas a serem levadas em conta. Buscar novos horizontes, amigos e familiares parece ser a única solução para apartar os sentimentos que não são convenientes a quem quer prosperar espiritualmente. É importante perceber que o mundo mudou e que os seres humanos também mudaram nos últimos milênios. O Brasil recebe de braços abertos aqueles que querem iniciar uma nova vida.

 

            Boa parte dos habitantes daquela região já poderia estar em outro plano espiritual, porém, prefere optar por permanecer no planeta. Por isso, cria ocasião para contrair débitos e voltar a reencarnar.

 

            Cerca de 300 anos antes da era de Jesus Cristo, o profeta Isaías escreveu em “O anúncio da salvação”: “Ide-vos! Ide-vos! Saí daqui! Não toqueis nada do que seja impuro, saí do meio dela, purificai-vos, vós os que levais os utensílios de Iahweeh.” Ele lembra que Deus está à nossa frente e também na nossa retaguarda. A proteção divina envolve a todos. Basta ter coragem para aceitar as mudanças propostas.

 

 (16 de novembro de 2008)

Para maior compreensão do Velho Testamento, convém entender o contexto da situação abordada. O contexto não envolve apenas conhecer o momento histórico ou antropológico, mas abrange, principalmente, o desenvolvimento espiritual da humanidade.

 

O Velho Testamento foi escrito antes da vinda de Jesus Cristo à Terra, quando a centelha de Deus ainda não estava em nossos corações. Nas civilizações que serviram de berço para o mundo moderno, a sociedade era bem mais belicista se comparada à de hoje. A maioria das religiões era politeísta. Então, a necessidade de repetir muitas vezes palavras sobre a existência de Deus, Ser Único e Soberano, e reforçar a fé.

 

As explicações referem-se ao evangelho Isaías, 44, 6, que transcrevo abaixo.

 

Só há um Deus

Assim, diz Iahweh, o rei de Israel,

Iahweh dos Exércitos, o seu redentor:

Eu sou o primeiro e o último,

fora de mim não há Deus.

Quem é como eu? Que clame,

que anuncie, que o declare na minha presença;

desde que estabeleci um povo eterno,

diga ele o que se passa,

E anuncie o que deve acontecer.

Não vos apavoreis, não temais:

não vo-lo dei a conhecer há muito tempo e não o anunciei?

Vós sois minhas testemunhas.

Por ventura existe um Deus fora de mim?

Não existe outra Rocha: eu não conheço nenhuma!

 

Para contextualizar um tanto mais: à época, a humanidade vivia em pequenos grupos – localidades com cerca de cem pessoas –, que dificilmente tinham contato com outros. O caminho era trilhado somente com aqueles parentes, amigos e vizinhos. Os compromissos terrenos eram os mesmos de hoje – entre eles, os principais: o orgulho e o preconceito.

 

Atualmente, o caminho ficou diferente. Uma pessoa pode acertar com milhares e milhares de pessoas em poucos anos de vida. Quem mora nas grandes cidades, diariamente, encontra com centenas de seres. A melhoria dos meios de transportes facilitou viagens e até a ida para países e continentes distantes para passear ou morar. Quantas pessoas já conhecemos?

 

A título de conhecimento geral: a palavra Iahweh, significa ave, que é igual a graças a Deus. No texto bíblico, a palavra Rocha remete o leitor à solidez da pedra para trazer à compreensão a força de Deus, o Pai Todo Poderoso.

 

(8 de novembro de 2008)

 

O processo de aprendizado espiritual na Terra não requer esforços extras: basta fazer o que se veio fazer. O ser humano que cumpre o que se comprometeu com Deus, segue em sua evolução. Cada qual precisa somente fazer o que veio fazer. Este é o caminho.

 

Há pessoas que não estão em seus caminhos. Nestes casos, o importante é encontrar o rumo e trilhar os primeiros passos. Os passos significam, justamente, o que precisamos aprender. Atualmente, boa parte da humanidade está aprendendo a humildade e a aceitar as diferenças, isto é, deixar de ser preconceituoso.

 

Aquele que segue o seu caminho deixa o Pai Todo Poderoso alegre. Quando além de cumprir o caminho se faz algo a mais, Deus fica feliz. Mas o mais importante é fazer a sua parte e não perder o rumo. Quando ainda não se está na direção, o melhor é se concentrar em seu próprio caminho. Ajudar mais alguém, dar uma mão ou fazer algo extra é bom, mas é opcional e mais fácil para quem já está focado em seu aprendizado.

 

(2 de novembro de 2008)

Por que virou moda comemorar o Halloween? Há pouco mais de um século, as bruxas ainda eram temidas e ninguém pensava em fazer festa para elas. Cinqüenta anos atrás, era comum assustar crianças com histórias de mulheres malvadas, feias, vestidas de preto e suas vassouras voadoras.

 

A celebração do Dia das Bruxas surgiu para reparar injustiças cometidas no passado. Na época da Santa Inquisição, muitas pessoas foram assassinadas por conhecerem o poder curativo das plantas ou a força das energias. Aliás, qualquer um que soubesse um pouco mais ou algo diferente do que a Igreja Católica julgava conveniente, estava sujeito a ser condenado à fogueira – uma situação de muito sofrimento. Injustiças foram cometidas ao se condenar pagãos, sinal do tamanho do desrespeito às diferentes crenças.

 

O medo do desconhecido sempre apavorou a humanidade, como até hoje acontece. As bruxas tinham o dom de fazer curas. É claro que havia aquelas que não usavam seus poderes para o bem. Mas, pode-se dizer que a maioria era gente boa. A Inquisição julgou-as como más e levou-as à morte pelo fogo.

 

A tradição norte-americana da festa veio para o Brasil com a ajuda das escolas de inglês, que passaram a lembrar a data como uma forma de explicar a cultura dos Estados Unidos. Tanto lá como aqui, a brincadeira fez com que as pessoas reavaliassem o conceito sobre as bruxas, deixando para trás a imagem da maldade. Agora, tudo é muito mais doce do que travessuras.

 

Antes de saber isso, eu acreditava que o Dia das Bruxas fosse uma bobagem e rotulava os eventos no Brasil como sendo fruto do colonialismo norte-americano. Que coisa mais fora de moda! Se foi necessário trazer o Halloween para cá, certamente, é porque há aqui pessoas que precisam mudar seu conceito em relação aos seres que foram queimados na Idade Média.

 

(2 de novembro de 2008)

Eleni Rocha

Creio em Deus, Pai Todo Poderoso. Sou um ser humano que freqüenta uma escola da espiritualidade em São Paulo, Brasil. Tenho plena consciência de que o conhecimento terreno é limitado.

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