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A passagem bíblica é clara, por isso basta apenas repeti-la. Copio Mateus 22, 15.

 

O tributo a César: Então os fariseus foram reunir-se para tramar como apanhá-lo por alguma palavra. E lhe enviaram os seus discípulos, juntamente com os herodianos, para lhe dizerem: “Mestre, sabemos que és verdadeiro e que, de fato, ensinas o caminho de Deus. Não dás preferência a ninguém, pois não consideras um homem pelas aparências. Dize-nos, pois, que te parece: é lícito pagar imposto a César, ou não? Jesus, porém, percebendo a sua malícia, disse: “Hipócritas! Por que me pondes à prova? Mostrai-me a moeda do imposto”. Apresentaram-lhe um denário. Disse ele: “De quem é esta imagem e a inscrição?” Responderam: “De César”. Então lhes disse: “Dai, pois, o que é de César a César, e o que é de Deus, a Deus.” Ao ouvirem isso, ficaram surpresos e, deixando-o, foram-se embora.

 

(16 de outubro de 2008)

 

Assistência técnica autorizada ou especializada? Está cada vez mais difícil saber a diferença entre as empresas e os consumidores freqüentemente enganam-se ao contratar serviços para consertar aparelhos eletroeletrônicos.

 

A autorizada é a prestadora de serviço que faz parte do cadastro oficial do fabricante, portanto, trabalha com técnicos treinados pela indústria e peças originais. A especializada pode ou não utilizar peças originais e seus técnicos nem sempre foram treinados pela indústria. A autorizada sempre oferece garantia, que leva o aval do fabricante.

 

No geral, o velho manual do produto, guardado na gaveta, tem uma lista desatualizada das empresas autorizadas. Para saber quem é mesmo autorizado, é preciso telefonar direto para o fabricante ou verificar em seu site oficial. Cuidado: muitas oficinas trazem no site o logotipo do fabricante ou usam a palavra autorizada sem de fato o serem. Além disso, possuem um telefone 0800, o que já induz o consumidor a pensar que está falando com o próprio fabricante.

 

Contrate o serviço que lhe for conveniente, mas procure deixar claro o que está adquirindo. O segmento parece estar longe de operar com a transparência exigida pelos novos tempos. Perdoem-me os honestos, mas é preciso falar para alertar sobre a necessidade de atuação ética para quem nem está preocupado com isto. Ao mesmo tempo, muitos consumidores ainda desconhecem as nuances deste ramo de atividade e muito menos sabem de seus direitos garantidos por lei. São pontos que poderiam melhorar, a fim de contribuir com a qualidade de vida.

 

Uma coisa já pode ser notada, pelo menos aqui no Brasil: as empresas aparentam relativo empenho em resolver rapidamente as insatisfações de seus clientes. O estabelecimento de leis e o funcionamento de organismos de defesa do consumidor contribuíram para esta realização.

 

Na evolução espiritual, a transparência não é uma opção. Ela é inerente. Qualquer sentimento aflora e é perceptível, seja ele qual for. A proximidade com Deus torna as ações assertivas. Na Terra, os erros são dados apenas para servir ao aprendizado. Imagine o que se sentir enganado pode ser útil para alguém que precisa corrigir orgulho, por exemplo. Olhando por este ângulo, fica mais fácil entender o que acontece e o que precisaria ser feito.

 

(7 de agosto de 2008)

Um guarda de trânsito avança pela faixa de pedestre para se encontrar com um motoqueiro, que invadiu a linha branca –limite de espaço para os veículos pararem ao comando da cor vermelha do semáforo, o que possibilita a passagem das pessoas.

 

Em cumprimento a seu dever, ele poderia apenas lavrar uma multa ao infrator. Mas a vida surpreende. Ele se aproximou para esclarecer o condutor da necessidade de agir conforme as normas de trânsito. Não pediu propina, o que poderia parecer mais comum para muitos que presenciaram a situação. Também não multou. Alertou dizendo: “da próxima vez que o vir fazendo o mesmo erro, multo”.

 

O Brasil é mesmo diferente. Será que o policial pensou que uma multa consumiria todo o dinheiro que aquele trabalhador conseguiria receber em uma semana de entregas, num leva e traz constante de objetos e correspondências em meio à poluição? Será que a frase ligeira serviu de lição para o motoqueiro? O que pensar? O policial agiu correto ao não aplicar a lei? O motoqueiro achou que ele foi mole e ficou mais confiante para fazer o que bem entende já que não recebeu punição? Como avaliar?

 

Melhor não julgar. A situação parece mais acertos de compromissos entre os dois seres. Só Deus sabe o que é certo ou errado. Se para melhorar, o guarda só precisava falar e o motoqueiro só precisava ouvir. E se dessa vez, o motoqueiro não devesse ser penalizado? Aqui ninguém sabe. Ninguém viu.

 

(3 de julho de 2008)

Eleni Rocha

Creio em Deus, Pai Todo Poderoso. Sou um ser humano que freqüenta uma escola da espiritualidade em São Paulo, Brasil. Tenho plena consciência de que o conhecimento terreno é limitado.

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