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Por que virou moda comemorar o Halloween? Há pouco mais de um século, as bruxas ainda eram temidas e ninguém pensava em fazer festa para elas. Cinqüenta anos atrás, era comum assustar crianças com histórias de mulheres malvadas, feias, vestidas de preto e suas vassouras voadoras.

 

A celebração do Dia das Bruxas surgiu para reparar injustiças cometidas no passado. Na época da Santa Inquisição, muitas pessoas foram assassinadas por conhecerem o poder curativo das plantas ou a força das energias. Aliás, qualquer um que soubesse um pouco mais ou algo diferente do que a Igreja Católica julgava conveniente, estava sujeito a ser condenado à fogueira – uma situação de muito sofrimento. Injustiças foram cometidas ao se condenar pagãos, sinal do tamanho do desrespeito às diferentes crenças.

 

O medo do desconhecido sempre apavorou a humanidade, como até hoje acontece. As bruxas tinham o dom de fazer curas. É claro que havia aquelas que não usavam seus poderes para o bem. Mas, pode-se dizer que a maioria era gente boa. A Inquisição julgou-as como más e levou-as à morte pelo fogo.

 

A tradição norte-americana da festa veio para o Brasil com a ajuda das escolas de inglês, que passaram a lembrar a data como uma forma de explicar a cultura dos Estados Unidos. Tanto lá como aqui, a brincadeira fez com que as pessoas reavaliassem o conceito sobre as bruxas, deixando para trás a imagem da maldade. Agora, tudo é muito mais doce do que travessuras.

 

Antes de saber isso, eu acreditava que o Dia das Bruxas fosse uma bobagem e rotulava os eventos no Brasil como sendo fruto do colonialismo norte-americano. Que coisa mais fora de moda! Se foi necessário trazer o Halloween para cá, certamente, é porque há aqui pessoas que precisam mudar seu conceito em relação aos seres que foram queimados na Idade Média.

 

(2 de novembro de 2008)

Achar que na imensidão do universo o único lugar povoado seja o planeta Terra é muita pretensão do ser humano. Uma das questões mais antigas de muitas pessoas é: estamos sozinhos ou não? A mim, parece óbvio que não.

 

O tema surgiu por causa do noticiário recente. Hoje, o programa espacial indiano, lançou à Lua seu primeiro foguete não tripulado para realizar investigações a respeito de água, minerais e substâncias químicas. Esta semana, o governo britânico abriu os arquivos sobre objetos voadores não-identificados (OVNIs), com vídeos, cartas e registros de navegação de aeronaves comerciais e militares, reportando sobre o desconhecido. Técnicos dizem que os documentos não são suficientes para comprovar a existência de extraterrestres, mas também não a negam.

 

Desde a corrida espacial travada entre norte-americanos e soviéticos e coroada pela pisada do homem na Lua em 1969, muitas naves espaciais partiram da Terra. Hoje, é possível tomar um ônibus para fazer turismo na Lua. Não sei o número de astronautas em atividade no mundo e mais os que viajaram. Um brasileiro já saiu de nosso planeta. Penso que da mesma maneira que os humanos buscam conhecer outros lugares, os seres de outros planetas também queiram conhecer a Terra.

 

A curiosidade sobre o assunto levou a pergunta até a espiritualidade que veio com a resposta. Todos têm saudades. Os que deixaram seus planetas de origem e vieram aprender aqui na Terra e os que estão aqui em relação a seus queridos que ficaram longe, por isso, a vontade de visitar uns aos outros. Todos os espaços são habitados, inclusive os chamados buracos negros.

 

As formas de vida são muito diferentes. É preciso estar atento. Será que nosso preconceito permite ver toda a grandeza da criação do Pai Todo Poderoso? Conseguimos identificar como sendo um ser existente, por exemplo, uma energia – minúscula se comparada ao nosso corpo?

 

Enfim, como a ciência precisa de provas, só resta esperar. Com tantos objetos e seres indo e vindo, a confirmação certamente virá. Por ora, cada um tire suas próprias conclusões.

(22 de outubro de 2008)

Está em discussão no Supremo Tribunal Federal, a legislação sobre a interrupção da gravidez de fetos diagnosticados com anencefalia (bebês sem ou com apenas parte do cérebro). Religiosos e cientistas colocam-se contras e prós. A ciência alega que o abordo seria uma intervenção terapêutica para o bem estar da mulher. E o bebê não tem direito à vida?

 

A ciência sabe que os seres com este tipo de característica especial costumam viver apenas horas ou poucos dias depois do nascimento. Mas quem aqui sabe quando morrerá? Quantos casos existem de natimortos? Quantos perdem a vida no primeiro ano? A pequena Marcela de Jesus Galante, filha de Cacilda Galante Ferreira, viveu um ano e oito meses e fez feliz a mãe, que diz que faria tudo de novo. Ela é a prova de que vale a pena criar os filhos, sejam eles como forem. Senão, vamos chegar à conclusão de que foi certo matar os meninos para eliminar o Filho de Deus, como diz a passagem bíblica que todos condenam.

 

O momento da concepção, que conforme a ciência se dá no encontro do óvulo com o embrião, é justamente o momento em que o espírito passa a compartilhar esse novo ser. Quem tem fé em Deus sabe que o dom da vida nasce aí, mesmo que a ciência nunca tenha conseguido obter provas disso, como também não desenvolveu conhecimentos suficientes para esclarecer tantas outras coisas sobre o universo.

 

O velho mandamento que norteia a maioria das religiões cristãs ou não do planeta diz: não matarás. Quem dá e quem tira a vida é Deus. Desculpem-me a crueza: aborto é assassinato. Quem tira a vida usa seu livre arbítrio, porém, fica responsável não só pelo ato em si, mas também assume débitos que estavam compromissados para o outro acertar. Qualquer pessoa com fé em Deus rechaça a idéia de matar. A maioria dos seres humanos nem mesmo deseja ferir alguém.

 

Não façam da exceção a regra. É preciso ter cuidado porque as leis são feitas por homens e para os homens e seres humanos erram, mesmo quando tentam acertar.

 

(26 de agosto de 2008)

Simulação da colisão de particulas no LHC (foto Cern)
Simulação da colisão de partículas no LHC (foto Cern)

 

 

Uma das perguntas foi sobre as preocupações com os recentes estudos no campo da física. Da mesma forma que, há tempos, a biologia pesquisava os segredos da vida, decifrando as seqüências do DNA das células, há 20 anos, a física prepara-se para examinar as menores partículas. Acredita-se que a pesquisa poderá desvendar segredos sobre o universo, mudando a forma científica de enxergá-lo.

 

Cientistas de diversas partes do mundo estão trabalhando em um equipamento superacelerador de partículas, o LHC (Grande Colisor de Hádrons). O colisor foi montado em um gigantesco túnel de 27 quilômetros de cumprimento, a uma profundidade de 50 a 120 metros, na fronteira entre a Suíça e a França.

 

Considerada a máquina mais poderosa do mundo, ela foi ligada a semana passada para trabalhar o primeiro feixe de prótons. Não se sabe ainda o que o levantamento de dados poderá trazer de conhecimento. Existe a confiança de que ele poderá responder a dúvidas e poderá gerar perguntas que ninguém nunca fez.

 

Constituído por 60 mil computadores, o aparelho foi criado com a intenção de esmiuçar desde a origem da massa até a estrutura da matéria escura. As experiências poderão esclarecer e provar ou não certos conceitos desenvolvidos pelo conhecimento humano.

 

Algumas pessoas demonstram a preocupação de que o gigantesco equipamento possa criar um buraco negro, com capacidade de até engolir o próprio planeta. Possibilidade que os cientistas rejeitam. Estou certa de que Deus não permitiria.

 

A recomendação da espiritualidade continua a mesma. Rezar para que todos os avanços científicos sejam sempre usados para o bem. Ao descobrir elementos sobre a magnitude da criação do Pai Todo Poderoso, a ciência terá mais confiança em Deus – assim como aconteceu com muitas das pessoas que trabalharam nas pesquisas sobre o DNA.

 

(28 de setembro de 2008)

 

 

 

 

 

 

 

Eleni Rocha

Creio em Deus, Pai Todo Poderoso. Sou um ser humano que freqüenta uma escola da espiritualidade em São Paulo, Brasil. Tenho plena consciência de que o conhecimento terreno é limitado.

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