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Para maior compreensão do Velho Testamento, convém entender o contexto da situação abordada. O contexto não envolve apenas conhecer o momento histórico ou antropológico, mas abrange, principalmente, o desenvolvimento espiritual da humanidade.
O Velho Testamento foi escrito antes da vinda de Jesus Cristo à Terra, quando a centelha de Deus ainda não estava em nossos corações. Nas civilizações que serviram de berço para o mundo moderno, a sociedade era bem mais belicista se comparada à de hoje. A maioria das religiões era politeísta. Então, a necessidade de repetir muitas vezes palavras sobre a existência de Deus, Ser Único e Soberano, e reforçar a fé.
As explicações referem-se ao evangelho Isaías, 44, 6, que transcrevo abaixo.
Só há um Deus
Assim, diz Iahweh, o rei de Israel,
Iahweh dos Exércitos, o seu redentor:
Eu sou o primeiro e o último,
fora de mim não há Deus.
Quem é como eu? Que clame,
que anuncie, que o declare na minha presença;
desde que estabeleci um povo eterno,
diga ele o que se passa,
E anuncie o que deve acontecer.
Não vos apavoreis, não temais:
não vo-lo dei a conhecer há muito tempo e não o anunciei?
Vós sois minhas testemunhas.
Por ventura existe um Deus fora de mim?
Não existe outra Rocha: eu não conheço nenhuma!
Para contextualizar um tanto mais: à época, a humanidade vivia em pequenos grupos – localidades com cerca de cem pessoas –, que dificilmente tinham contato com outros. O caminho era trilhado somente com aqueles parentes, amigos e vizinhos. Os compromissos terrenos eram os mesmos de hoje – entre eles, os principais: o orgulho e o preconceito.
Atualmente, o caminho ficou diferente. Uma pessoa pode acertar com milhares e milhares de pessoas em poucos anos de vida. Quem mora nas grandes cidades, diariamente, encontra com centenas de seres. A melhoria dos meios de transportes facilitou viagens e até a ida para países e continentes distantes para passear ou morar. Quantas pessoas já conhecemos?
A título de conhecimento geral: a palavra Iahweh, significa ave, que é igual a graças a Deus. No texto bíblico, a palavra Rocha remete o leitor à solidez da pedra para trazer à compreensão a força de Deus, o Pai Todo Poderoso.
(8 de novembro de 2008)
O processo de aprendizado espiritual na Terra não requer esforços extras: basta fazer o que se veio fazer. O ser humano que cumpre o que se comprometeu com Deus, segue em sua evolução. Cada qual precisa somente fazer o que veio fazer. Este é o caminho.
Há pessoas que não estão em seus caminhos. Nestes casos, o importante é encontrar o rumo e trilhar os primeiros passos. Os passos significam, justamente, o que precisamos aprender. Atualmente, boa parte da humanidade está aprendendo a humildade e a aceitar as diferenças, isto é, deixar de ser preconceituoso.
Aquele que segue o seu caminho deixa o Pai Todo Poderoso alegre. Quando além de cumprir o caminho se faz algo a mais, Deus fica feliz. Mas o mais importante é fazer a sua parte e não perder o rumo. Quando ainda não se está na direção, o melhor é se concentrar em seu próprio caminho. Ajudar mais alguém, dar uma mão ou fazer algo extra é bom, mas é opcional e mais fácil para quem já está focado em seu aprendizado.
(2 de novembro de 2008)
Não se pode vender aquilo que não se tem. O sistema financeiro foi estruturado em princípios de orgulho e até de ganância. Episódios semelhantes ao que estamos vivenciando são justamente para tentar acertar os sentimentos e as atitudes relacionadas. Numa explicação simplista, a produtividade do planeta não condiz com o valor total que se diz ter. Títulos e dinheiros em circulação têm volume maior do que a riqueza real. Isto porque muitos afirmam ter mais do que na realidade possuem.
O dinheiro foi colocado no planeta justamente para ajudar as pessoas em seus compromissos com o Pai Todo Poderoso. É uma boa ferramenta para combater o orgulho e a ganância, que é uma exacerbação do orgulho.
Uma coisa boa que aconteceu na semana passada foi o encontro de pessoas para que uma pudesse acudir a outra. A convivência é importante e também faz com que um tenha a oportunidade de dizer que não tem mesmo o que disse ter e o outro possa emprestar-lhe. Mas, esta situação não resolve o problema estrutural do sistema financeiro. É uma maneira de manter o esquema que leva pessoas a desenvolver ainda mais sua ganância ao invés de promover a sua humilde generosidade, por exemplo.
A manutenção da situação implica em que todos paguem a conta. Os grandes investidores deixam de ter lucros gigantescos. Com o crédito restrito, as pessoas já não podem mais comprar o que gostariam.
Na história do planeta Terra, por mais de uma dúzia de vezes já se passou por situações semelhantes. Os Estados Unidos na década de 1930, a Inglaterra, a Espanha a Índia e outros. Enfim, impérios econômicos que se quebraram desde a Antigüidade.
O trecho da Bíblia Sagrada para reflexão está em Lucas 18, 24:
O perigo das riquezas – Vendo-o assim, Jesus disse: “Como é difícil aos que têm riquezas entrar no Reino de Deus! Com efeito, é mais fácil o camelo entrar pelo buraco de uma agulha do que o rico entrar no Reino de Deus!”
Os ouvintes disseram: “Mas então, quem poderá salvar-se?”
Jesus respondeu: “As coisas impossíveis aos homens são possíveis a Deus”.
(16 de outubro de 2008)
A Terra é um planeta escola. Antes de vir para cá, combinamos o que vamos aprender. Em função do que precisamos aprimorar, a espiritualidade organiza um plano para facilitar o nosso aprendizado.
Alguns dos itens mais comuns do que os seres vêm aprender aqui estão na essência de alguns dos sentimentos assinalados na lista dos sete pecados capitais. Esta essência é o que falta aprender. O orgulho, por exemplo, é visto em atitudes que denotam o próprio orgulho ou com diferentes escalas de intensidade em atitudes de ciúme (inveja), preconceito, ira, soberba, vaidade, avareza, gula, luxúria etc.
Na Bíblia Sagrada, os compromissos aparecem no capítulo sobre o apocalipse. Os sete cavaleiros do apocalipse representam algumas das lições que precisamos aprender. As virtudes que devemos conquistar estão representadas, principalmente, nas passagens da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele mostra como amar e de que forma o amor resolve nossos problemas. Terminado o aprendizado, podemos desencarnar.
A maioria dos seres encarnados neste momento no planeta está aqui para aprender a humildade. Outra boa parte está corrigindo o preconceito. Uma parte um pouco menor, está aqui por causa da vaidade. Todos têm seus planos de vida direcionados para corrigir seus defeitos.
(28 de setembro de 2008)
Meu orgulho, quando exacerbado, dificulta a minha possibilidade de aprendizado. Há quinze dias, um mestre espiritual que respeito e amo intensamente, trouxe uma lição importante sobre o tema. Passei dias tentando lembrar o que ele havia dito sem sequer ter uma luz na memória. Estive incapaz de citar qual o tema por ele abordado, muito menos suas explicações.
Ontem, falei de minha dificuldade em aprender para meus irmãos. Poucos se lembraram daqueles ensinamentos. Da longa palestra de nosso querido professor, achei conveniente registrar as únicas coisas que conseguimos lembrar. Um dia, aprenderemos o que faltou. Temos fé em Deus.
Sobre orgulho, o exercício prático é o perdão. A dica para conseguir perdoar aquilo que consideramos as grandes mágoas e aqueles que pensamos serem nossos ofensores é ir perdoando um detalhe de cada vez. Refletir ajuda na conquista do perdão. Praticar ações que levem ao perdão também. Lembrei de um exemplo (dado em outro momento) que repito aqui para facilitar: perdoar primeiro a pessoa que pisou em seu pé no ônibus cheio para depois perdoar o pai, que foi rígido ou sem carinho para com o filho. Reflita: o pisão pode ter sido sem querer e o pai, possivelmente, tinha apenas a intenção de educar. Nem sempre conseguimos nos colocar no lugar do outro.
Uma atitude comum de quem é orgulhoso é não gostar de ser servido. Não aceita ajuda porque acha que pode fazer tudo sozinho. A atitude resulta em hábitos culturais que se solidificam em determinadas sociedades. O exemplo foi o caso de norte-americanos e franceses que não aceitam que outra pessoa faça uma refeição para eles. Por isso, criaram o hábito de preparar seu próprio lanche e levá-lo para o trabalho. No intervalo do almoço, é comum vê-los comendo pela rua ou em praças públicas. Justificam dizendo que os restaurantes são caros, mas se todos usassem os restaurantes, certamente, os preços baixariam.
Só agora, pensei em uma outra coisa. Eles vão a restaurantes em ocasiões especiais. Nessas horas, dão as ordens e se dirigem a garçons e atendentes, olhando-os de cima para baixo. Às vezes, chegam a maltratá-los. Nessas situações, exercem seu orgulho ao invés de tentar corrigi-lo.
(26 de agosto de 2008)
