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Por que virou moda comemorar o Halloween? Há pouco mais de um século, as bruxas ainda eram temidas e ninguém pensava em fazer festa para elas. Cinqüenta anos atrás, era comum assustar crianças com histórias de mulheres malvadas, feias, vestidas de preto e suas vassouras voadoras.
A celebração do Dia das Bruxas surgiu para reparar injustiças cometidas no passado. Na época da Santa Inquisição, muitas pessoas foram assassinadas por conhecerem o poder curativo das plantas ou a força das energias. Aliás, qualquer um que soubesse um pouco mais ou algo diferente do que a Igreja Católica julgava conveniente, estava sujeito a ser condenado à fogueira – uma situação de muito sofrimento. Injustiças foram cometidas ao se condenar pagãos, sinal do tamanho do desrespeito às diferentes crenças.
O medo do desconhecido sempre apavorou a humanidade, como até hoje acontece. As bruxas tinham o dom de fazer curas. É claro que havia aquelas que não usavam seus poderes para o bem. Mas, pode-se dizer que a maioria era gente boa. A Inquisição julgou-as como más e levou-as à morte pelo fogo.
A tradição norte-americana da festa veio para o Brasil com a ajuda das escolas de inglês, que passaram a lembrar a data como uma forma de explicar a cultura dos Estados Unidos. Tanto lá como aqui, a brincadeira fez com que as pessoas reavaliassem o conceito sobre as bruxas, deixando para trás a imagem da maldade. Agora, tudo é muito mais doce do que travessuras.
Antes de saber isso, eu acreditava que o Dia das Bruxas fosse uma bobagem e rotulava os eventos no Brasil como sendo fruto do colonialismo norte-americano. Que coisa mais fora de moda! Se foi necessário trazer o Halloween para cá, certamente, é porque há aqui pessoas que precisam mudar seu conceito em relação aos seres que foram queimados na Idade Média.
(2 de novembro de 2008)
As primeiras estatísticas sobre a apelidada “lei seca”, em vigor desde o final do mês passado, mostram que o controle mais severo sobre imprudências de motoristas pode reduzir o número de acidentes e, principalmente, o número de mortes no trânsito. Agora, a pessoa que ingere álcool e pega o volante tem intenção de prejudicar os outros. Isto fez com que o número de mortes no trânsito fosse reduzido pela metade na cidade de São Paulo.
A lei parece injusta com os que gostam de beber, mas a grande maioria aprovou a iniciativa. A violência no trânsito no Brasil era responsável por mais vítimas do que muitas guerras. Era preciso endurecer para minimizar o problema.
Meses atrás em entrevista à tevê, um jovem visivelmente embriagado disse sorrindo que “bebi todas”, como quem está contando vantagem. Ele pretendia chegar em casa após uma festa, mas foi o estopim de um acidente que matou uma pessoa, feriu outras tantas e envolveu quase uma dúzia de carros, inclusive de amigos que participaram da mesma noitada.
(15 de julho de 2008)
Ainda não consegui entender os ensinamentos sobre homossexualismo que me foram passados. Já mais de três aulas abordaram o tema. Há meses, fiz uma anotação para lembrar-me do assunto.
Pensava em escrever hoje cedo, enquanto subia a ladeira para pegar o metrô. O propósito da reflexão era dar um rumo para o texto. Certamente, estava na linha errada de raciocínio. Um passarinho veio e fez cocô na minha cabeça, literalmente. Achei engraçado porque sei que isto aconteceu graças a espiritualidade que está sempre atenta. Seria um erro escrever o que pensei. Peço desculpas e não vou escrever. Percebi que preciso refletir mais. O assunto é delicado e não quero magoar ninguém.
A propósito, fiquei feliz porque a ave comeu só pitanga e o cheiro era bom. Incrível, não é? Voltei para casa e lavei os cabelos.
(18 de setembro de 2008)
