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Os princípios democráticos são ferramentas fundamentais para o exercício do livre arbítrio, próprio do planeta Terra. A democracia propicia a liberdade de escolhas dentro na vida em sociedade.

 

(17 de julho de 2008)

O volume de inquéritos abertos para apurar situações que envolvem parlamentares é tanto maior quanto mais avançada estiver a democracia. Só para lembrar: em épocas de ditadura política, estes mecanismos deixam de funcionar.

 

A cada ano que passa, as investigações feitas por parlamentares ou policiais federais reúnem informações de que os temas apurados em determinada Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) estão ligados aos de outras. Assim como, muitas das pessoas investigadas são personagens em diversas delas. As mesmas figuras se revezam nos papéis de protagonistas ou coadjuvantes em cada uma das situações apuradas. São sempre os mesmos.

 

Os dados levantados pelas CPIs acabam por integrar o trabalho da Polícia Federal, que continua as investigações quando encerra o prazo de funcionamento de cada comissão, que é um órgão temporário, estabelecido com datas para início e fim dos trabalhos.

 

A clareza sobre o funcionamento de um regime democrático ajuda-nos a não julgar momentos presentes. Perceber o contexto talvez seja mais importante. É claro que a ansiedade faz com que se queira ver tudo resolvido rapidamente, mas o que na vida tem solução imediata? Certos assuntos servem de aprendizado para muitos. Talvez por isso fiquem em evidência por tantos anos. A punição serve de exemplo para quem acha que é mais fácil seguir a linha da corrupção. Ela evita que algumas pessoas tomem este caminho e dá a certeza de que a justiça existe a quem jamais faria algo de errado.

 

(17 de julho de 2008)

Na década de 1980, foram quatro meses de buraco na via pública. Começou pequeno. Em quinze dias transformou-se em uma cratera com a erosão provocada pelo esgoto que passou a correr a céu aberto. Desde o primeiro dia, a maratona foi intensa. Telefonemas, cartas, reclamações para todos os órgãos públicos. Ninguém assumia a responsabilidade. Nervosismos e brigas entre moradores e funcionários públicos. A obra só foi iniciada quando a imprensa noticiou, com ênfase, os riscos de morte para os transeuntes e de desmoronamento de casas.

 

Há menos de um mês, sem sofrer com nenhuma irritação e em poucos minutos, o abaloamento em uma via pública foi registrado no site da prefeitura. Anteontem, a equipe da operação Tapa-Buracos, esteve no local e colocou uma camada de asfalto na pista. Era quase madrugada quando o serviço foi concluído e o barulho das máquinas não atrapalhou o sono.

 

(16 de julho de 2008)

Foi-se a época em que se comprava algo com defeito e “morria-se com o prejuízo” (lembro que minha mãe falava isto). Há três anos, quebrou um botão da tevê novinha. Após a reclamação, o conserto ficou perfeito em apenas três dias, com retirada e entrega do aparelho em casa. Veio também um pedido de desculpas.

 

Uma pessoa na faixa dos 60 anos disse: “irritei-me quando vi o defeito no novo armário que acabara de receber e minha filha de 25 anos disse para eu ter calma, pois bastava comunicar o problema para ter a solução”. Os direitos estão cada vez mais claros no dia-a-dia. Com eles, se fortalecem os deveres. As gerações anteriores lutaram muito para que a vida ficasse mais tranqüila e houvesse mais justiça.

 

(16 de julho de 2008)

Eleni Rocha

Creio em Deus, Pai Todo Poderoso. Sou um ser humano que freqüenta uma escola da espiritualidade em São Paulo, Brasil. Tenho plena consciência de que o conhecimento terreno é limitado.

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